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domingo, 23 de maio de 2010

Amigos Imaginários

A existência de amigos imaginários é frequente em crianças com idades compreendidas entre os dois e os três anos. É nesta fase que um mundo de fantasia aparece paralelamente ao mundo real, invadindo as mentes destas crianças.
Os amigos imaginários podem aparecer de dois modos: amigos invisíveis e objectos personificados (pode ser um brinquedo com o qual a criança interage como se fosse um humano). "Um amigo imaginário pode ser qualquer coisa, e até não ser nada de concreto - simplesmente estar ali, para a criança".
No entanto, este não é um factor com que nos tenhamos de preocupar excessivamente, pois é algo absolutamente normal. Este novo mundo de super-heróis, os monstros, fadas e outros seres, ajuda as crianças a crescer e a desenvolver as suas emoções e criatividade visto que estes “amigos” irão ajudar a criança a melhor expressar os seus sentimentos.
Um amigo imaginário traz diversas vantagens para a criança, pois é alguém que está sempre disponível para brincar, que gosta de todas as ideias, que coopera e nunca lhe tira os brinquedos. Estes “amigos” são ainda usados para que a criança se livre de sentimentos negativos, lidando com eles, ou ainda para atirar as culpas de um erro para cima deles.
Podem aparecer em momentos de stress ou de ansiedade, como por exemplo, quando um amigo muda de escola ou vai morar para outra cidade, e então a criança pode substituí-lo por um amigo imaginário.
Nestas situações de stress, de grandes mudanças, ou perdas importantes, como um divórcio, ida para uma casa ou escola novas, a perda de um ente querido, ou o nascimento de um irmão, a criança, por não encontrar suporte para enfrentar sozinha o problema, arranja um "amigo invisível", ou "imaginário". É importante salientar que são as crianças mais sensíveis e inteligentes que desenvolvem este tipo de recurso.

sábado, 22 de maio de 2010

Obesidade infantil


A obesidade infantil surge como uma doença da actualidade, ou seja, que só nos últimos anos recebeu uma notória importância.
A grande importância que agora se dá a esta doença relaciona-se com os resultados das estatísticas efectuadas a partir de 1980 em todos os países europeus e à influência que esta enfermidade tem noutras doenças, quer isto dizer, ao aumento muito considerável da taxa de outras doenças em quem possui esta patologia.
Podemos afirmar que cerca de 20 % da população europeia é obesa, onde devemos de colocar em destaque os números preocupantes que envolvem as crianças (taxa de crescimento desta doença é de 400000 crianças por ano).
Portugal é um dos países que se encontra na cauda da Europa no que toca a prevalência desta da obesidade em crianças, visto que 30% das crianças, entre os 9 e os 16 anos, apresentam excesso de peso e mais de 10% são obesas.
Estudos recentes mostram que o excesso de peso é um dos factores mais importantes no aparecimento de novas patologias, que em casos extremos poderão levar à morte.
Por conseguinte, a prevenção e o tratamento da obesidade infantil constituem uma prioridade em matéria de saúde pública.
A obesidade encontra-se particularmente ligada aos maus hábitos alimentares e aos baixos níveis de actividade física. Na origem da obesidade, tem particular relevo a alteração dos padrões de comportamento alimentar, donde podemos constatar que a ingestão de alimentos com cada vez mais calorias, açucares, gorduras e também o excesso de sal que muitas vezes é esquecido, a par disto ocorre a redução no consumo de cereais, hortaliças, ou seja aumento do consumo do chamado “fast food” em detrimento da dieta mediterrânica.
Assim uma alimentação saudável aliada à prática regular de actividade física são as contundentes mais importantes no combate à obesidade.  
 

Idade dos Porquês!

As crianças são naturalmente curiosas, estas acreditam que os seus pais e professores conhecem tudo acerca do Mundo. É, normalmente, por volta dos três e quatro anos de idade que as crianças despertam a curiosidade sobre como acontecem as coisas.
Fazer perguntas e ouvir cuidadosamente as respostas é essencial para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças. Assim, é importante que o adulto questionado tenha paciência e responda a todas as perguntas de modo a ajudar o mais novo a esclarecer todas as suas dúvidas. Se a criança é interrompida pelos adultos no momento em que os questiona poderá perder o interesse e a vontade de descobrir coisas novas, prejudicando o seu processo de aprendizagem por medo ou insegurança.
Toda esta curiosidade ocorre devido à construção da própria identidade, quando a criança passa a descobrir-se, a ter noção do próprio “eu” e da importância da sua existência. A partir desta descoberta a criança começa a entender os factos à sua volta dando mais importância a como tudo acontece, isto é, os respectivos porquês. Muitas vezes as crianças abordam-nos questionando um porquê atrás do outro.