segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ser adulto

Por ocasião da época em que deixam a escola, poucas pessoas realmente terão encontrado uma resposta permanente à pergunta “quem sou eu?” e durante toda a vida a maioria continua a procurar essa resposta. Sendo essa a preocupação na adolescência, quando deixam a escola os jovens são levados, quer queiram quer não, a representar papéis mais adultos e a terem novas preocupações que perdurarão durante as décadas seguintes.

É no estado adulto que tomamos consciência de que somos ser humanos e que fazemos parte de uma sociedade com regras e princípios que devem ser aceites e respeitados para que haja harmonia. É também nesta fase que nos apercebemos que já aprendemos o básico para sermos independentes, autónomos, justos e disciplinados para com nós próprios e para com os outros. Somos seres com independência directa de encarregados de educação mas também somos directamente dependentes destes e de todos os outros que podem fazer parte da nossa família ou não. A fase inicial do adulto, o adulto jovem é uma altura de adaptação ao que vem pela frente, uma altura de transição. Desde que nascemos somos educados, ensinados, amados e influenciados pelos nossos educadores, pais, irmãos, tios, aqueles que mais próximos estiverem de cada um, e a partir daí adquirimos hábitos, crenças, modos, noções de família, de emprego, de dinheiro, de viver, características estas que podem estar certas ou erradas, podem ser boas ou más.

O ser adulto é assim o reflexo mais ou menos aperfeiçoado do adulto que lhe mais despertou a atenção na infância, na adolescência.

Definição de Adulto


Na linguagem comum um adulto é um ser humano que é considerado pelos restantes como alguém que já atingiu uma idade que lhe permita casar, que já responde pelos seus actos e que, em geral, pode realizar acções que lhe são restritas.


Casar, votar, tornar-se militar, conduzir, viajar sozinho para o estrangeiro, consumir bebidas alcoólicas, fumar, ficar sem direitos parentais, ser modelo ou actor pornográfico, são exemplos de actividades que podem ser reservadas a adultos.

A entrada legal na idade adulta varia entre os 16 e os 21 anos, dependendo da região em causa. Em algumas culturas africanas consideram adultos todos os maiores de 13 anos, mas a maior parte das civilizações enquadram essa idade na adolescência. Sendo a idade comum de entrada na maioridade a de 18 anos. Assim, tornar-se adulto, quando e como, depende da cultura em que se vive.

ADULTOS

"A adolescência termina quando o indivíduo atinge a maturidade social e emocional e adquire a experiência, a habilidade e a vontade requeridas para assumir, de maneira consciente, o papel de um adulto, que é definido pela cultura em que vive."
Horrocks


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Qualidade de Vida dos Idosos

Quando nos referimos aos idosos, por vezes, utilizamos o termo “velho”, que não é de todo adequado, uma vez que “velho” significa usado, gasto, inútil, entre outros. Desta forma, estamos a inferiorizar este grupo etário que mais tarde viremos a pertencer também. Este grupo que é tão importante como qualquer outro do nosso ciclo de vida, tem vindo a perder o seu espaço, a ser esquecido e menosprezado pela sociedade, já que ao reformarem-se deixam de pertencer ao mundo do trabalho, perdendo poder económico e consequentemente dependência do idoso em relação aos seus familiares.

A qualidade de vida destes “adultos grandes” varia em consonância com alguns aspectos fundamentais, dependendo da forma como se encontra o idoso física e psicologicamente. Entre eles podemos encontrar o ser activo e o ser sedentário, possuir uma actividade física moderada e regular ter ou não cuidados de saúde, possuir uma alimentação saudável ou não, não fumar nem ingerir bebidas alcoólicas (ou se sim com moderação).

Inquestionavelmente, a qualidade de vida encontra-se também associada a factores como a auto-estima, o bem-estar pessoal, que por sua vez abrangem aspectos relacionados com a capacidade funcional, o lazer, estado emocional, auto-cuidado, e o suporte familiar que tantas vezes é quase inexistente, e que daí podem resultar depressões, maus-tratos e em casos mais drásticos o suicídio (que embora exista, raramente é associado a estes).

“O envelhecimento é, antes de mais, um fenómeno biológico e natural”, mas no entanto podemos contrariá-lo se os aspectos anteriormente referidos forem cumpridos, ou seja, se levarmos uma vida bastante saudável, em relação à actividade física, à alimentação e à auto-estima. Deste modo, a qualidade de vida deste grupo poderá ser influenciada positivamente, podendo assim usufruir de uma vida melhor e mais feliz.

Por outro lado, idosos que não sigam uma vida promotora de uma melhor saúde estarão mais vulneráveis a certas doenças e ao seu rápido agravamento devido às suas frágeis características físicas e psicológicas que, consequentemente, irão espelhar-se na sua qualidade de vida, limitando-os a fazer certas actividades, como por exemplo, caminhar, serem independentes de familiares, entre outros.

Começam agora a surgir, ainda que muito vagamente, programas que têm como objectivo combater o isolamento e o sedentarismo. Algumas autarquias proporcionam actividades que promovem um envelhecimento saudável e equilibrado, nomeadamente, caminhadas, ginástica, jogos tradicionais, hidroginástica e ateliers (cerâmica, costura, rendas, Arraiolos, bordados, etc.). Além disso, também existem, em algumas freguesias e concelhos que, para combater a solidão e o isolamento promovem, sessões de leitura de contos, poemas e jornais, o visionamento de filmes, a discussão de temas propostos pelos próprios, participação em festas (Natal, Páscoa, Carnaval, entre outras), cantando, representando ou algo para animar a festa. Estas acções vêm trazer aos idosos maior resistência, vigor, felicidade, vitalidade e flexibilidade, sociabilizando mais, e uma melhor aparência, o que ao mesmo tempo os torna mais activos melhorando a sua qualidade de vida.

Os factores económicos não podem ser descurados e por isso é muito importante referir que as actividades anteriormente mencionadas são na sua totalidade gratuitas e de inscrição livre, desta forma, mesmo os idosos mais pobres, que não possam pagar poderão usufruir e divertir-se.

Dia do Idoso

O dia do Idoso, que serve para assinalar a importância e o cuidado que devemos ter para com eles, não os maltratando, ajudando-os e dando-lhes a devida importância. Este importante dia, que não é muito reconhecido pela maioria das pessoas, é celebrado a 1 de Outubro em todo o mundo. Este dia já é festejado há dez anos pelo planeta, mas apenas actualmente as pessoas começam a dar mais importância a este dia, preparando festas e apoiando mais os idosos neste dia, é importante referir também que não se deve cuidar e tratar bem o idoso apenas neste dia, deve-se fazê-lo durante todo o ano, já que mais tarde também passaremos pelo mesmo.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Solidão nos Idosos

Este grupo etário constituído por pessoas com mais de 65 anos, sofre de solidão, embora este problema não receba a devida importância. Solidão é um conceito muito vago, uma vez que cada pessoa lhe dá o próprio significado.

Devido à perda do trabalho, com a reforma que diminui o poder de compra e, por vezes, alguma doença que provoca dependência do idoso, estes tendem em isolar-se em casa, tornando a sua vida sedentária e tornando-se também pessoas solitárias, não recebendo visitas. Estas pessoas vêem na televisão o seu melhor amigo, passando o dia inteiro sentados no sofá a assistir a todos os programas. Desta forma, este grupo perde o convívio com pessoas que possam partilhar experiências e conviver.

Muitas vezes esta solidão pode provocar em casos mais extremos o suicídio. Um estudo realizado em Portugal concluiu que metade dos suicídios é praticada pelos idosos, sendo as principais causas a solidão, o isolamento e o receio de não ser capaz de enfrentar a vida.

Não é apenas em casa que os idosos se sentem sós, por vezes famílias tratam os idosos como objectos e uma vez que estes podem ser um problema para a vida dos filhos, pois impedem-nos de viajar ou ter uma vida sem responsabilidades, colocam-nos em lares, onde nunca os visitam. Também os amigos raramente os visitam ou lhes telefonam.

Os idosos que vivem em grandes cidades, por vezes, habitam prédios antigos que não têm elevadores, como estes possuem algumas limitações motoras, não saem de casa e assim isolam-se das pessoas e consequentemente a sua qualidade de vida, como por exemplo, saúde física ou a alimentação, piora.

Outro estudo revelou que os idosos que sofrem de solidão ou isolamento têm uma saúde física e mental mais debilitada. Este estudo mostrou que é importante existirem ligações sociais para a saúde do idoso. Além disso, estes não têm companhia quando necessitam de se deslocarem ao centro de saúde ou ao hospital ou não têm alguém que lhes diga que medicamentos tomar e em que porções.

Deve-se ter atenção a este assunto, já que os idosos sofrem sem precisar de o fazer, porque podem ser ajudados e apoiados. A solidão é um problema grave, podendo levar à morte de idosos se estes chegarem a casos extremos de solidão.

A cultura

O peso dos anos depende do significado que cada um lhe atribui. Para alguns de nós, a palavra “idoso” é sinónimo de sabedoria e experiência a todos os níveis, por exemplo, em África uma pessoa idosa é muito respeitada porque têm um conhecimento profundo sobre vários assuntos e transmite-os aos mais novos. Todavia, nas sociedades ocidentais, devido ao aumenta da esperança média de vida, o idoso é normalmente associado a conceitos, tais como, inactividade, doença e assexualidade.

A verdade é que a actual sociedade não está preparada para encarar o processo de envelhecimento e cada vez mais as pessoas procuram tratamentos para parecer que têm menos “aninhos”, mas todos nós chegaremos, inevitavelmente, a esta etapa do ciclo biológico e, por isso, temos que respeitar os mais velhos, pois eles são um espelho do que todos iremos ser um dia.
A evolução da espécie humana vai do nascimento, crescimento, maturação à finitude da vida, passando por mudanças que duram alguns anos, as faixas etárias, e alternam entre constantes opostos entre o novo ou velho, belo ou feio.

Maus Tratos nos Idosos


A violência, quer física quer psicológica, está presente não só nas crianças e nos adultos, como também nos idosos, embora este problema não receba o devido valor quando ligado a este grupo etário.


Estes maus tratos dão-se por todo lado, em casa da própria vitima, no hospital, no lar, ou em casa do cuidador do idoso. Segundo estudos realizados verifica-se que a violência prevalece em maior percentagem na casa do idoso, logo depois a casa de alguém, no lar e no hospital, sendo este último, o menos referido.

Os agressores podem ser qualquer pessoa, os médicos, os enfermeiros, as empregadas do lar, os responsáveis por eles ou até mesmo um familiar mais próximo que trate dele.

Com a idade da reforma, os 65 anos em Portugal, as pessoas deixam de trabalhar, desta forma, consequentemente deixam de possuir o poder económico que possuíam enquanto trabalhadores activos. Assim, os idosos passam a ter uma certa dependência dos familiares, que os têm de apoiar financeiramente, caso estes necessitem, uma vez que com o avanço da idade surgem as doenças, características deste grupo etário que exigem medicamentos, por vezes bastante dispendiosos. Por esta razão, ou por receio de ficarem sem apoio ou por serem responsabilizados pelo abuso, ou ainda serem colocados numa instituição os idosos, preferem não fazer queixa dos maus-tratos de que são alvo, passando por vezes o resto da vida a serem maltratados e sofrendo de forma silenciosa.